Só um corpo amamenta, mas raramente é uma pessoa só que sustenta essa fase. Ainda circula por aí a imagem da mãe que dá conta de tudo sozinha, madrugada atrás de madrugada, como se pedir ajuda fosse admitir que não está conseguindo. Essa imagem nunca foi justa, e nunca contou a história inteira.
O que as fotos não mostram
As fotos bonitas mostram o momento da mamada. Não mostram quem trocou a fralda antes, quem ajeitou o travesseiro, quem ficou de olho no relógio para lembrar da próxima extração, quem cuidou da casa para que sobrasse alguma energia no fim do dia. Quando a amamentação vai bem, quase todo esse trabalho fica invisível, inclusive o de quem está ao redor da mãe.
Aceitar ajuda não tira o mérito
Tem mãe que sente, sem nem perceber direito, que pedir ajuda tira um pouco do “mérito” de estar amamentando. Não tira. Aceitar que o parceiro leve o bebê até você de madrugada, que ele assuma o arrotinho, que ele ofereça o leite extraído na mamadeira enquanto você dorme um pouco mais: nada disso diminui a amamentação. Só reparte um peso que nunca deveria ter sido de uma pessoa só.
Reconhecer quem está por perto
Se você tem um parceiro, uma parceira, uma mãe ou uma amiga que tem estado ali (segurando a rotina, aprendendo junto, se adaptando às madrugadas sem reclamar, ou reclamando um pouco mas aparecendo mesmo assim), este é um bom momento para dizer isso em voz alta. Esse tipo de apoio raramente é celebrado, e merece ser.
Para quem quer ir além das palavras
Se você também quiser facilitar essa divisão no dia a dia (quem guarda o leite, quem organiza as mamadas, quem fica mais presente), reunimos ideias práticas e um passo a passo de como o parceiro pode apoiar de verdade no artigo O Papel do Pai no Aleitamento Materno.