Icterícia neonatal

15 Abr. 2020 / Maternidade / Saúde

Fonte: Revista Crescer

Comum em recém-nascidos, a icterícia deixa os olhos e a pele do bebê no tom amarelado. Ela não oferece grandes riscos ao bebê, desde que seja controlada adequadamente.
 
Mais de 50 por cento dos bebês saudáveis e absolutamente normais ficam com a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer.
 
Como o pico da icterícia costuma acontecer entre o segundo e o terceiro dia, a condição normalmente é diagnosticada e tratada na própria maternidade.
 
Caso o bebê já esteja em casa, é preciso entrar em contato com o médico ou levar a criança de volta ao hospital para um exame se o amarelo for pronunciado, especialmente se estiver na barriga ou nas pernas dela.
 
A icterícia aparece no bebê saudável quando o sangue fica com excesso de uma substância chamada bilirrubina, que é produzida durante o processamento pelo organismo dos glóbulos vermelhos de que ele não vai precisar mais.
 
Os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina mais elevados porque possuem hemácias (glóbulos vermelhos) extras no corpo, e seu fígado ainda não consegue metabolizar o excesso de bilirrubina.
 
À medida que os níveis de bilirrubina aumentam, o amarelo vai descendo: começa na cabeça, vai para o pescoço, depois chega ao peito e, em casos graves, chega até os dedos do pé. Esse tipo de icterícia neonatal raramente é prejudicial a bebês saudáveis.
 
Em casos mais raros, recém-nascidos com icterícia podem sofrer danos neurológicos, mas isso só acontece quando os níveis de bilirrubina ficam extremamente elevados.
 
O tratamento é feito com fototerapia: o bebê é colocado sob luzes fluorescentes que ajudam a metabolizar a bilirrubina, para que ela seja excretada pelo fígado. A criança é colocada numa espécie de bercinho de luz, sem roupa, com os olhos cobertos por uma máscara protetora.
 
Com menos frequência, a icterícia é causada pela incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho (como no caso de mãe Rh negativo e filho Rh positivo, e algumas vezes quando a mãe é O e o filho A ou B). As icterícias por incompatibilidade sanguínea dependem de o quanto a mãe foi sensibilizada para produzir anticorpos contra os glóbulos vermelhos do filho.
 
Existe ainda a icterícia por alguma outra doença associada, e a hiperbilirrubinemia chega a níveis perigosos, uma indicação disso é quando a icterícia já surge no primeiro dia. Os médicos vão avaliar o bebê para descobrir o que causou a icterícia.
 
É importante lembrar que a icterícia passa rápido, na grande maioria das vezes sozinha, e não deixa nenhum tipo de sequela, exceto em casos gravíssimos. Se tiver dúvidas, fale com o médico ou telefone para o hospital em que deu à luz.

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