Estomatite

15 Abr. 2020 / Maternidade / Saúde / Dicas

Fonte: Lolly

Se o seu pequeno está com aftas na boca e não consegue se alimentar, ele pode estar com estomatite. A estomatite é uma inflamação da cavidade oral.  Ela é identificada pelo aparecimento de aftas na boca com inchaço e vermelhidão das gengivas. Em alguns casos aparece até sangramento local. Por conta disso, é muito comum a criança apresentar “babação” e dificuldade de se alimentar e beber líquidos. Além dos sintomas locais, a criança  pode apresentar febre, dor, irritabilidade e prostração.  Todos esses sintomas podem durar até 15 dias, mas o período crítico ocorre no final da primeira semana.
 
 
O que provoca a estomatite?
 
Normalmente, os vírus são os responsáveis por essa infecção. Dentre eles, o principal é o vírus herpes simples (HSV-1). Em menor incidência, os vírus da família Coxsackie também podem causar estomatites, entre outros. Em menor frequência a estomatite pode ser a manifestação de outras doenças, não infecciosas. Caso o quadro seja recorrente e/ou persistente, deve-se atentar para outras possibilidades e a orientação do pediatra irá auxiliar no diagnóstico.
 
 
Em que períodos do ano a estomatite é mais comum?
 
No meses de outono e inverno, os episódios são mais frequentes. Nesse período, a maior frequência a ambientes fechados facilita a transmissão do vírus que ocorre pela saliva contaminada ou pelo contato com as lesões.  As crianças menores são as mais acometidas, também por frequentarem creches e escolas.
 
 
Pode haver complicações?
 
A principal complicação é a desidratação. Por conta da dificuldade de comer e beber e da própria inapetência causada pela doença, a criança ingere pouco líquido, podendo ficar desidratada. Embora aconteça na minoria dos casos, pode ocorrer infecção secundária por bactérias, com aparecimento de lesões com secreção e odor forte, podendo agravar e/ou prolongar os sintomas gerais como a febre. Nessa situação, o uso de antibióticos poderá ser necessário.
 
 
Como evitar a estomatite?
 
Infelizmente trata-se de uma infecção muito comum nos primeiros anos de vida e dificilmente o seu pequeno escapará dela. Cuidados gerais podem evitar a transmissão, como lavar as mãos com frequência e higienizar brinquedos de uso comum com água e sabão ou detergente, evitando-se a propagação do vírus.
 
 
Mas e se meu filho ficar doente, o que fazer?
 
Evite a ida a escolas ou creches porque poderá transmitir a infecção para outras crianças. Ofereça  alimentos frios, pastosos, sem ácidos ou temperos. Estimule  preferencialmente a ingestão de líquidos, oferecendo de forma fracionada mais vezes ao dia para se evitar a desidratação. Mantenha seu filho em repouso e o medique com analgésicos para aliviar a dor. Alimentos pastosos e líquidos, que não exijam mastigação, são mais facilmente aceitos. Iogurte, sorvete,  gelatina e líquidos como sucos de frutas não ácidas, água, chá e leite frios são ótimas opções.
 
 
O que pode ser usado para aliviar os sintomas locais?
 
A higiene oral é um passo importante para se evitar as infecções secundárias. Pela resistência das crianças em permitir a escovação, podem ser usados antissépticos bucais, que aliviam a dor, na forma de bochecho.
 
 
Lembre-se que a estomatite é, na maioria das vezes, causada por infecções virais. Os cuidados são apenas sintomáticos, ou seja, objetivam aliviar os sintomas e prevenir as complicações. O vírus tem um ciclo com duração média de 1 a 2 semanas, com remissão de todos os sintomas.
 
A consulta pediátrica é fundamental para orientar o diagnóstico e as melhores opções para que o seu pequeno sofra o mínimo possível em consequência da estomatite.

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